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Pasquale em Muzambinho
Seg, 27 de Fevereiro de 2012 09:10

3º Congresso de Educação da Amog: professor Pasquale fala sobre mau uso do português e problemas de leitura nas diversas disciplinas

07Na programação de palestras preparadas para o 3º Congresso de Educação da Associação dos Municípios da Microrregião da Baixa Mogiana (Amog), um dos momentos mais aguardados foi o encontro com o gramático e professor de Língua Portuguesa, Pasquale Cipro Neto. A palestra ocorreu na manhã de sábado, 25 de fevereiro, no ginásio poliesportivo do IFSULDEMINAS – Campus Muzambinho. Famoso por seus programas de TV na Rede Globo e TV Cultura, o professor colocou em discussão, durante quase duas horas, problemas relacionados à cognição da linguagem e à interpretação de textos, que envolvem não só o português, mas todas as matérias.

“É fundamental que os colegas de todas as disciplinas trabalhem a leitura. Como um aluno vai resolver direito um problema de matemática se ele não entende o que se pede? Muitas vezes um problema é resolvido errado, porque ele não entende a construção do enunciado”, diz.

Pasquale contou histórias de sua carreira como a da entrevista realizada com o compositor Tom Jobim, em dezembro de 1993, no programa “Nossa Língua Portuguesa”, exibido pela TV Cultura. Na ocasião, Jobim revelou como foi o processo de criação da música “Águas de Março”, canção considerada ideal por Pasquale para ilustrar o uso do substantivo. Segundo o professor, a música foi composta em São José do Rio Preto (RJ), durante uma grande tempestade presenciada por Jobim.

pasquale_luiz_carlosEm entrevista coletiva à imprensa, ao final da palestra, o professor falou ainda sobre o mau uso do português na internet e em redes sociais, locais onde grande parte dos usuários, principalmente os adolescentes, não escreve corretamente. “É preciso lembrar que língua é como roupa. É preciso ter um guarda-roupa linguístico recheado com vários tipos de roupa. Se eu só tiver um tipo, vou me dar mal em muitas situações. Com a linguagem acontece a mesma coisa, se eu só domino uma determinada linguagem, eu certamente vou me dar mal na vida em uma série de situações. E essa garotada é meio tirânica porque querem que o mundo se curve àquela linguagem. Aquela linguagem é ótima, é funcional naquelas situações, mas ela não resolve problemas de outras situações. É preciso, então, dizer isso com toda a clareza”, concluiu.

Os participantes do 3º Congresso de Educação também assistiram, no sábado, às palestras do professor Pedro Luiz Ramos Mazine (grupo Master Mind), que falou sobre “A magia do entusiasmo”; e do professor Paulo Padilha, diretor do Instituto Paulo Freire, que colocou em debate a educação para além da sala de aula e deu um exemplo de humanização da educação e das relações pessoais.

Texto: Joarle Magalhães/ Comunicação IFSULDEMINAS

 

 

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