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Professor explica nuvem de gafanhotos que vem em direção ao Brasil

Publicado: Quarta, 24 de Junho de 2020, 17h58 | Última atualização em Quarta, 24 de Junho de 2020, 18h04

Uma nuvem de cerca de 40 milhões de gafanhotos está seguindo em direção ao Brasil. Esse fenômeno, além de gerar prejuízos para área agrícola, tem trazido apreensão há várias pessoas.

Em entrevista ao programa Assunto de Primeira do canal Terra Viva, o professor do IFSULDEMINAS – Campus Muzambinho, Daniel Chiaradia Oliveira, deu detalhes sobre essa situação.

Daniel é Engenheiro Agrônomo e Doutor em Entomologia e explicou que essa nuvem pode estar vindo para nosso país devido a fatores climáticos, a ausência de predadores e a busca por alimentos.

Danos causados pelos gafanhotos

Segundo o professor, gafanhotos são polífagos, ou seja se alimentam de cerca de 400 tipos diferentes de espécies de plantas.

No Paraguai a nuvem de gafanhotos destruiu plantações de milho e na Argentina foram atingidas plantações de cana-de-açucar e mandioca nas regiões de Santa Fé, Formosa e Chaco.

Daniel explicou que esses animais podem causar prejuízos de diversas maneiras como: ao se alimentarem de plantas ligadas à agricultura; quando se alimentam de pastagens, trazendo danos à pecuária; e também pode trazer prejuízos ao patrimônio genético do país quando eles se alimentam de vegetação nativa.

Ainda segundo o professor, a espécie de gafanhoto Schistocerca cancellata já está no Brasil desde o século XIX e há relatos de danos causados por essa espécie em lavouras de arroz do Rio Grande do Sul, por volta dos anos 1930 e 1940.

Como controlar essa invasão

Questionado sobre possibilidades de controle dessa nuvem de gafanhotos, Daniel ressaltou que vê diversas dificuldades no controle com pulverização de produtos químicos. Para ele, as melhores formas de controle seriam a abordagem no início do dia, com temperaturas amenas nas quais os animais estão em repouso; ou o controle biológico através do uso de microorganismos (como o fungo Metarhizium anisopliae) que já foi utilizado no controle de outras espécies de gafanhoto. Para o professor, a melhor forma de controle é criar um comando integrado de práticas de controle, utilizando diversas técnicas diferentes, simultaneamente.

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