NAPNE em Ação discute acessibilidade e inclusão na educação
NAPNE em Ação discute acessibilidade e inclusão na educação
Cerca de 400 pessoas participaram, nos dias 16 e 17 de setembro, do II NAPNE em Ação, realizado no Campus Muzambinho. A programação também marcou a primeira edição do Simpósio Inclusão em Foco, que recebeu trabalhos acadêmicos e promoveu debates sobre acessibilidade, práticas pedagógicas e atendimento a pessoas com necessidades educacionais específicas.
Coordenado pelo Núcleo de Apoio às Pessoas com Necessidades Educacionais Específicas (NAPNE), o evento reuniu estudantes, servidores, profissionais da educação, pesquisadores, pessoas com deficiência, familiares e integrantes da comunidade externa.
A programação incluiu palestras, rodas de conversa, relatos de experiências, apresentações de trabalhos e atividades culturais. Foram abordados temas como educação bilíngue para pessoas surdas, Atendimento Educacional Especializado, neurodivergência, transtornos mentais, tecnologias assistivas, acessibilidade em jogos digitais e Desenho Universal para a Aprendizagem (DUA).
A acessibilidade integrou o planejamento das atividades, com interpretação em Libras e medidas de acessibilidade comunicacional e física. As discussões também apontaram a necessidade de formação continuada, fortalecimento das redes de apoio, ampliação das tecnologias assistivas e participação dos estudantes nas decisões relacionadas à própria trajetória acadêmica.
Segundo Juliano Strabeli, coordenador do NAPNE e organizador do evento, houve engajamento de públicos diversos da comunidade interna e externa, e este envolvimento é fundamental para que as discussões resultem em mudanças concretas:
“A discussão sobre inclusão não pode ficar restrita aos profissionais que trabalham diretamente com o atendimento educacional especializado. A construção de uma instituição inclusiva depende do envolvimento de toda a comunidade acadêmica.”, afirmou.
I SIMPÓSIO
Esta edição do NAPNE em ação foi marcada pela realização do I Simpósio Inclusão em Foco, no dia 17.
O simpósio contou com a submissão de 61 trabalhos, e as apresentações foram realizadas no Centro de Ciências Aplicadas à Educação e Saúde (CeCAES).
As produções abordaram inclusão educacional, acessibilidade atitudinal, surdez e Libras, redes de apoio e protagonismo das pessoas com deficiência, incluindo experiências desenvolvidas em Muzambinho, Guaxupé e Campestre.
Um dos coordenadores da ação, o docente Jonas Bento de Godoi, comentou que a ideia de realizar um simpósio buscava trazer para o interior do estado uma formação mais robusta, que muitas vezes só se encontra em capitais ou grandes centros.
“Quando trabalhamos esse tema em nossa região, outras pessoas passam a se espelhar nessas experiências. Acontece uma troca que envolve instituições como as secretarias municipais e estaduais. Tivemos, por exemplo, o CEMAE, de Guaxupé, premiado pelo trabalho apresentado; o Centro de Atendimento a Neurodivergentes, de Campestre; e o NAEE, de Muzambinho, que compartilhou suas experiências. Esses trabalhos ganham visibilidade científica e podem servir de referência para outras pessoas e instituições.”
Ainda de acordo com o Professor Jonas, o Simpósio deve ganhar ainda mais robustez para o ano seguinte, e já conta com data fixada em calendário acadêmico.
As informações sobre as futuras edições deverão ser publicadas no site e redes oficiais do Campus Muzambinho nos próximos meses.
Texto: Cláudio Vieira da Silva
Fotos: ASCOM do Campus Muzambinho

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